A ORIGEM

24/05/2014 17:48

 

         Nota do Site: 5/ 5

      
        Atenção! Este texto está repleto de ‘spoilers’!

     
     A Origem, filme escrito e dirigido por Christopher Nolan, prima pela complexidade temática sem tornar-se hermética em seus resultados. É uma história ambientada basicamente no subconsciente dos personagens enquanto sonham profundamente. O que fascina, neste projeto, é toda a carpintaria narrativa construída a partir de uma premissa simples, mas com um imenso potencial criativo desenvolvido ao longo de 148 minutos de ação, drama e ficção cientifica. A história: num mundo onde é possível entrar nos sonhos das pessoas a fim de extrair informações valiosas (uma técnica sofisticada de espionagem industrial), Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é o melhor extrator em atividade. Convencido a tomar parte numa ação bem mais ousada do que de costume, ele e seu parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt) são contratados pelo poderoso executivo Saito (Ken Watanabe) para invadir a mente do herdeiro Robert Fischer (Cillian Murphy) a fim de plantar uma simples ‘idéia’, para que o herdeiro divida a corporação empresarial do pai, num negócio onde Saito é o principal concorrente. Contudo, a missão é bem mais difícil do que se supunha, acarretando uma série de possibilidades inexploradas por boa parte da equipe, composta ainda pelo falsário Eames (Tom Hardy) e a arquiteta Ariadne (Ellen Page). Além disso, eles têm de lidar com a presença imprevisível de Mal (Marion Cotillard), cujos esforços objetivam exclusivamente sabotar os planos de Cobb, por uma razão que explicarei mais adiante.
     Dessa forma, A Origem, além de trazer personagens com arcos dramáticos bem definidos (Cobb, Mal, Fischer e, em certo grau, Saito), estabelece suas regras sobre aquele universo e sem os quais seria impossível nossa compreensão. Partindo de uma formula consagrada no subgênero “filme de ladrão”, temos a preparação do roubo e depois o plano posto em prática. Mas nesse filme, a explicação dos planos para a missão cumpre outro propósito: a apresentação dos conceitos que explicarão e definirão seu universo onírico particular. Dialogando aqui com o Sci-Fi, temos a premissa explorada até suas últimas consequências. Assim, após uma cena inicial que terá sua importância somente no ato final do filme, somos jogados direto à ação quando vemos Cobb e Arthur prestes a roubar informações do cofre de Saito só para, em seguida, descobrir que estamos num sonho, e depois num sonho-dentro-de-um-sonho. Esta sequência ilustra a eficiência profissional dos personagens, ao mesmo tempo em que nos apresenta, logo em seguida, às suas motivações: Saito quer ter poder e tem recursos para bancar seus ‘projetos’; Cobb é o melhor no que faz mais, sabendo das consequências de uma eventual falha, aceita tomar parte pela promessa de poder voltar para casa, junto a seus filhos; já Arthur, eficaz estrategista, simplesmente aceita participar por não ter nada a perder, enquanto que Ariadne, como a arquiteta, encara a aventura com fascínio e curiosidade, convertendo-se numa integrante fundamental nos planos da equipe.

     Ainda no 1º ato do filme, somos apresentados à Mal (Cottilard), em suma, uma lembrança da esposa de Cobb projetada pelo seu subconsciente, torna-se o ponto fraco do protagonista, procurando sabotar sistematicamente os planos do marido toda vez que ele está em ação. Além disso, Mal, como uma projeção de Cobb, nos permite conhecer melhor o protagonista a partir do conflito estabelecido entre ambos, expondo os medos, anseios e toda a tragédia que envolve a história do casal. Neste aspecto, DiCaprio destaca-se por equilibrar as habilidades de Cobb, sempre meticulosas e exaustivamente estudadas, com outra faceta bem mais instável, onde a insegurança frente à lembrança de sua mulher torna-o passional e culpado por suas ações passadas, resultando num sujeito cujo ‘trabalho’ tornou-se a única coisa a se fazer.

     Por outro lado, se as ações de Mal comprometem a eficiência de Cobb, a agregação de talentos à missão original é essencial. Assim, temos a curiosidade e habilidade da arquiteta Ariadne, que, representando o espectador dentro do filme, é através dela que ficamos sabendo sobre as regras e elementos fundamentais daquele universo onírico (como na cena em que ela dobra a rua em que se encontra, fascinando-nos pela simples constatação desta façanha), além de sabermos mais sobre quem é Mal e o que ela representa para Cobb. Além disso, é através dela que ficamos sabendo como age o subconsciente quando este percebe a manipulação dos extratores, quando estes são atacados por projeções que se caracterizam como a defesa do próprio subconsciente. Estas projeções podem ser tanto transeuntes quanto soldados altamente armados. Outra função da arquiteta: ciente de que uma pessoa nunca sabe quando começa a sonhar, cabe a ela conceber os layouts básicos às ações a partir de referências gerais como ruas, edifícios, postes, etc, inserindo-as posteriormente a fim de que o subconsciente do sonhador principal faça o restante do trabalho, preenchendo-o com referências pessoais a fim de criar um simulacro da realidade.

     Complementando este trabalho, temos o Falsificador Eames, cuja função é projetar os disfarces no mundo onírico, os chamados paradoxos, sustentando o simulacro introduzido no subconsciente do sonhador/vítima. Além disso, temos Arthur, como o estrategista responsável por pesquisar as vítimas em potencial e traçar os planos de ataque em conjunto com Ariadne e Eames, zelando pela eficiência e segurança da equipe (é de Arthur a explicação sobre o conceito de paradoxo que, de acordo com o filme, traduz-se como as fronteiras projetadas na mente manipulada para disfarçar a artificialidade/ estranheza do sonho. Quando estes paradoxos são revelados, o sonho simplesmente se desintegra e expõe a natureza do sonhador). Ainda temos o Químico, o responsável pela manipulação dos compostos que induzem ao sonho compartilhado. Esta é, em síntese, a metodologia adotada por Nolan para estabelecer as regras de sua história. É aqui que a premissa desenvolve-se rumo a um 3º ato que despontará num clímax que praticamente levará o espectador a passar mentalmente a limpo tudo o que viu até então, em busca do esclarecimento da história, que pode ter vários significados, dependendo das leituras que se façam dele.

     Mas divago. Continuando. O argumento de Nolan estabelece ainda que, uma vez dentro do sonho (e de seus intermináveis níveis de realidade), é preciso compreender como se faz para sair de lá. O estratagema é simples, mas eficaz: primeiro, é preciso que compreendamos a relativíssima noção de tempo e espaço entre o mundo real e o onírico, onde, cada 5 minutos passados na realidade, correspondem a 1 hora dentro do 1º nível do sonho, multiplicando 20 vezes esse tempo cada vez que se avança a outros níveis oníricos. No filme, a missão tem um tempo estimado em cada nível de: 10 horas no tempo real (onde eles estão num avião), 01 semana no 1º nível; 01 mês no 2º nível; 10 anos no 3º nível, tendo ainda a variante de que Fischer tem treinamento anti-extração, o que implica numa autodefesa a partir do ataque aos invasores!). Entendendo que a indução ao sono se faz com certos compostos específicos, a estratégia de saída é sempre com a morte ou com a queda livre do extrator no sonho, levando o subconsciente a reconhecer a ameaça e instintivamente interromper o sono, como se fosse o despertar de um pesadelo.

     Para esta ação específica de plantar uma idéia na mente da vítima, por se tratar de níveis profundos de sonhos e compostos mais poderosos de indução de sono compartilhado, sincroniza-se a saída com música, induzindo um chute, ou seja, simula-se a perda de gravidade para forçar a saída, tendo a música como deixa. Porém, mais uma variante: toda ação passada no mundo real materializa-se em algo concreto no sonho, como por exemplo: um cara que dorme com vontade de urinar reproduz, no sonho, uma tempestade, enquanto que distúrbios como explosões e quedas são representados no sonho através de terremotos e ausência e/ou mudanças bruscas na gravidade (numa das seqüências mais fabulosas do filme, Arthur luta em um corredor de hotel com um capanga enquanto o espaço inclina-se e ganha novos contornos à medida que determinado carro, num nível de sonho anterior e no mesmo instante, está capotando e caindo de uma ponte).

     Uma vez dentro do sonho, os extratores se utilizam de um recurso de segurança forjado por eles no mundo real para que saibam exatamente se estão ou não compartilhando um sonho: um totem. Este objeto aparece já na cena de abertura do filme e tem sua finalidade revelada num diálogo entre Arthur e Ariadne, quando este primeiro explica que um totem é um objeto pessoal cujo peso e equilíbrio é estabelecido pelo próprio usuário. No filme, vemos ao todo três: um dado viciado (pertencente a Arthur), uma peça de xadrez (de Ariadne) e um pequeno peão de metal, pertencente à Cobb e herdado de Mal e que, uma vez rodado, não pára de girar enquanto o usuário estiver compartilhando um sonho, servindo como bússola para o anti-herói e terá uma importância fundamental no clímax do filme. Ainda dentro do sonho, o filme estabelece ainda um último nível de sonho, bem profundo e que configura-se como o subconsciente em sua mais básica essência, cru e infinito, onde o viajante pode criar um mundo próprio, mas ao mesmo tempo pode ficar preso por um tempo infinito, sem que este viajante tenha exata consciência de onde está: o limbo. Além disso, para se chegar lá, é preciso que o extrator viaje pelos níveis de sonho ou simplesmente morra no sonho, sem conseguir ser acordado no mundo real. O limbo é também o cenário dos momentos mais dramáticos do filme, pois Cobb é o único que aparentemente voltou de lá, e foi lá que, num passado (ou “num sonho há tempos esquecido”!), ele o habitou com Mal, quando sua esposa, aceitando ficar lá para sempre, guardou seu totem no fundo de seu subconsciente (representado no filme por um cofre localizado num casebre bem no meio da cidade fictícia construída pelo casal), e abraçou aquele lugar como real, ao passo que Cobb, cansado de habitar aquele lugar e desejando voltar à realidade, visitou o casebre e fez algo que mudaria tudo: girou o totem de Mal, convencendo-a da artificialidade do lugar.

     E uma vez convencida, Mal e Cobb saíram daquele lugar, forjando um suicídio para tanto (numa bela troca de diálogos entre os personagens, falando a respeito de um trem que os levaria para fora dali). Porém, como já havia sido preconizada por Cobb, uma idéia plantada é como uma semente, que cresce e floresce como se fosse um vírus, podendo definir ou destruir uma pessoa. E foi essa idéia de fazer com que Mal questionasse sua realidade no limbo que fez dela uma suicida em potencial, levando-a a autodestruição pelo simples fato dela já não tomar a sua vida como real, duvidando de tudo e desejando voltar para casa, num ciclo autodestrutivo que encontra paralelo com outro personagem da cinematografia de Nolan, Leonard (Guy Pierce), do filme Amnésia, onde o personagem, ansioso por vingança, já não podia mais conter sua vontade simplesmente porque não conseguia confiar em sua mente, preso também num ciclo autodestrutivo e irreversível. E Cobb, sentindo-se culpado pelo que aconteceu à esposa, destina-se a visitar em sonhos suas próprias memórias, a fim de que possa mudar suas experiências, numa tentativa ingênua de recuperar algo já perdido e que, como aconselha Ariadne num determinado trecho da história, o ciclo não se fechará enquanto Cobb não se reconciliar consigo próprio (em outras palavras, com seu subconsciente).

     E chegamos, enfim, ao grande clímax do projeto. Num terceiro ato que se passa quase que totalmente no limbo, Cobb e Ariadne, após entrarem neste nível atrás de Fischer, depois que este foi morto por Mal no 3º nível, os personagens passam a andar pelas ruas já em ruínas (a cidade de Cobb e Mal) e, enquanto o anti-herói acerta contas consigo mesmo, seus parceiros estão fazendo de tudo para que a missão seja bem-sucedida: O Químico no 1º nível, dentro de uma van, enquanto cai de uma ponte que dura metade do segundo e do terceiro ato do filme; Arthur no 2º nível, reunindo os amigos num elevador para que tenha gravidade suficiente para tirá-los dali, já que a van no 1º nível torna o hotel onde se encontra Arthur, instável. E no 3º nível, Eames, que, tendo que lidar com Saito que está morrendo e com Fischer, a fim de que este termine a missão, precisando que Cobb e Ariadne o encontre no limbo antes de Mal.

     Aqui pausa para uma menção honrosa ao montador Lee Smith, ao estabelecer perfeitamente o tempo cinematográfico de cada nível onírico, obedecendo à regra da relatividade temporal estabelecida por Nolan para a história sem nos deixar confusos. Além disso, a fotografia de Wally Pfister também se destaca, com seus ângulos arrojados e enquadramentos que fazem jus àqueles universos. E por último, o fantástico trabalho de Hans Zimmer na composição de uma trilha que, sendo basicamente uma variação melódica de Je Ne Regrete Rien, de Edit Piaf, concebe o clima necessário para mergulhar o espectador neste universo.

     Ainda sobre o final, após acertar as contas com Mal, Cobb consegue mandar Fischer de volta pro 3º nível, onde este, ao entrar num cofre representando sua subconsciência (mais uma vez a metáfora recorrente do cofre), depara-se com a figura decrépita do pai, que, ao repetir a palavra “desapontado” para o filho, prossegue dizendo que “está desapontado por ele (Robert Fischer) ter tentado ser como ele (Maurice Fischer)”, numa cena que traduz nada mais, nada menos do que a própria subconsciência de Fischer buscando uma alternativa de se reconciliar consigo próprio para que o jovem empresário siga sua vida longe da sombra do pai, caracterizando-se como a idéia básica necessária para a eficiência da missão, pois, para o subconsciente, a estratagema parte do próprio Fischer, não dos extratores. E Fischer, assim como Cobb, tem a oportunidade de acertar as contas com um passado absurdo e reprimível e seguir adiante. Enquanto isso, Saito, o contratante, ao morrer no 3º nível, permanece no limbo até que Cobb, também no limbo, após se livrar da culpa de ter levado Mal ao suicídio, volta ao ponto de origem do limbo para lembrá-lo de sua promessa: em vez de dinheiro, o pagamento de Cobb para a realização da missão seria uma entrada livre nos Estados Unidos, para que este pudesse ficar junto com os filhos.

     Ao reencontrar Saito, já velho e preso em seu universo particular concebido no limbo, Cobb o lembra da promessa e o induz a se matar, para que ambos saiam dali e quando Saito, após ver o totem de Cobb sob a mesa, profere as palavras: “conheço isto, já tinha visto isso num sonho há muito esquecido”. E num incrível preciosismo de Nolan, Cobb e Saito em momentos diversos da narrativa, proferirem as mesmas frases: “cuidado para não se tornar um velho solitário e cheio de arrependimento”, demarcando momentos psicológicos similares entre eles, já que ambos envelhecem no limbo, esquecidos de suas vidas e solitários, de formas diferentes.

     É quando Saito, já velho e pronto para voltar ao mundo real, segura a arma na mão enquanto Cobb o observa. Neste momento, um corte seco para Cobb despertando no avião, sendo olhado por Arthur, Ariadne e Eames, enquanto que Saito, desperto, parece se lembrar do que prometera, pegando o telefone para cumpri-la. Ao desembarcar, Cobb, olhado por todos seus companheiros e, mais rapidamente, pelo próprio Fischer, que parece reconhecê-lo, encontra com seu pai (Michael Caine, numa curta participação) que o leva até seus filhos na casa de Cobb. Ao vê-los, Cobb, furtivamente, pega seu totem e o gira sob a mesa. Enquanto ele confraterniza com os filhos, a câmera vai se afastando e enquadra-se sobre o totem que continua a girar, sem parar!!!

     Em suma, o que isso representa? Se considerarmos a função do totem, somos levados a entender que Cobb continua sonhando, já que o objeto não parou de girar. E se levarmos em consideração o fato de que todos olham para Cobb, do despertar do avião ao momento de desembarque, podemos supor que isto talvez seja seu subconsciente tentando o alertar para a artificialidade daquela realidade. E ainda: se a cena final é mesmo um sonho, então quando isso começou? Em que ponto Cobb deixou de ser apenas um extrator para ser, ele mesmo, um sonhador. A resposta mais fácil: no momento em que ele morre no limbo, após se despedir de Ariadne dizendo que iria salvar Saito. Portanto, quando este acorda e é levado até o japonês, já estava, ele próprio, preso em seu próprio limbo, tentando recriar para si um universo em que tenha voltado para seu pai e seus filhos (sem Mal, já que com esta já acertara as contas). O que me leva a acreditar que todos os diálogos de Saito com Cobb envolvendo solidão e arrependimento talvez sejam projeções da mente de Cobb a partir das lembranças deste no período em que estivera no limbo. Além disso, ao pegar a arma para atirar em si, o corte seco nos nega a informação vital sobre se Saito de fato se matou e, se ele realmente se matou, Cobb apenas presenciou o ato, não sendo possível a ele voltar à realidade. Pelo contrário, se supuséssemos que Cobb havia se matado seria, assim, um esforço grande de imaginação, especulando a partir do implausível. Então, se Cobb forjou para si um novo limbo, outra pergunta: o que acontecera, de fato, com o restante do grupo? A resposta possível: Saito se perdeu no limbo, enquanto Ariadne, Arthur, Eames e o Químico, bem-sucedidos na missão, ficariam sem o pagamento da missão, enquanto que Fischer prosseguiria com sua vida, reconciliado com seu passado (embora este aspecto seja irrelevante se observarmos o quadro geral).

     Mas ocorre outra questão e que talvez tenha passado despercebida: a aliança de Cobb que, aparece e desaparece na medida em que seu portador está ou não no mundo real. Quando está no mundo real, Cobb nunca usa aliança, enquanto que toda vez que age como extrator, sempre a está usando. Na segunda vez que vi o filme, detive-me sobre este detalhe e pude comprovar esta tese diversas vezes. Contudo, ao deparar-me no momento da cena final, observei que Cobb não usava a aliança, no momento em que deixa o totem sobre a mesa! Mas se a aliança de Cobb é para nós, nosso totem particular, então ele de fato estava vivenciando aquilo, e o peão de metal girando sobre a mesa era apenas coincidência? Ou seria a aliança um erro de continuidade, mesmo sendo ela recorrente e tão bem inserida durante o filme? Cobb estaria mesmo sonhando ou vivendo sua realidade tão sonhada? Seja como for, não importa, pois tantas perguntas formuladas ao final no filme só nos deixam a certeza de que Nolan nos levou a um labirinto de questões, um paradoxo explicativo semelhante à Escada de Penrose mostrada em determinado ponto da trama, fazendo-nos voltar ao começo para, então, voltarmos nossas atenções para novas pistas que nos levem a algumas certezas ou mesmo novas indagações. Além disso, no momento em que Cobb encontra seus filhos, na cena final, eles estão com as mesmas roupas, no mesmo lugar e enquadrados da mesma maneira que vemos nas ‘lembranças’ de Cobb vistas anteriormente.

     Seja como for, Christopher Nolan conseguiu seu intento: a de que, plantando uma dúvida em nossa mente ao final do filme, deixou-nos uma semente de incertezas, levando-nos a revisitar tudo aquilo que víramos até então, a fim de que possamos ao final elaborar uma idéia sobre o que significa, de fato, este filme. Nolan nos plantou uma semente, uma idéia que nos levará em busca de outros significados. Afinal, é isso que ele sempre faz como autor, elabora suas histórias a fim de que penetremo-las e experimentemos as mesmas experiências de seus protagonistas.

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