O HOMEM DO FUTURO

25/05/2014 19:50

 

Nota do Site: 3/ 5

 

     Atenção: Contém spoilers!


     Imagine o que você faria se pudesse voltar no tempo, em um momento especificamente traumático da sua vida, e pudesse mudá-lo para que, no futuro, sua existência outrora miserável ganhasse um novo significado? Esta pergunta basicamente paira em quase todos os filmes que adotam viagens no tempo como tema. E se, no processo, o protagonista, consciente ou inconscientemente, é motivado por um amor do passado, então a promessa de epifania está garantida.

     Este é basicamente o resumo de O Homem do Futuro que, guardados os exageros do roteiro, tem nessa tradicional premissa o ponto de partida para a história do físico Zero que, sem querer, volta para o passado no dia do baile onde sua amada o humilhou publicamente. Na verdade, ele queria provar que podia mudar o mundo, criando uma nova fonte de energia, através de um acelerador de partículas, mas acabou mudando a si mesmo ao conseguir voltar ao passado e (suspiros aliviados!) evitar seu futuro miserável, embora no futuro ele se torne um cientista brilhante, então, não sei como o roteiro o pinta como fracassado. Talvez pelo fato dele ser meio louco!
     
     Ah, já sei (palmas para mim!). Não basta ser alguém brilhante e além de seu tempo (ops! trocadilho!). É preciso ter alguém pra amar, afinal de contas, o amor é o sentimento que resolve os paradoxos temporais (mais ou menos isso, afinal, quando se tem Aline Moraes como colega de estudos, quem liga para lições de física quântica?). Além disso, é incrível como o Brasil já domina, pelo menos no filme, a “aceleração de partículas”. Sonhar um sonho impossível, já dizia o compositor!

     Neste ponto específico, você já deve estar se perguntando que raio de texto é esse. Fiquem calmos, já que esta aparente confusão só traduz minha idéia sobre um filme que, embora me tenha feito rir em diversos momentos (minha parte preferida é aquela em que Zero diz: “estou instável!”, ao passo que Panda (Fernando Ceilão) responde: “ficou emocionado, né?”, ao que Zero retruca: “Não, minhas partículas estão se desintegrando!”), me deixou com a sensação de estar vendo uma história do tipo mamão com açúcar, com pitadas de Sci-Fi, ou seja, um melodrama fantástico.

     Além disso, os “três” personagens de Wagner Moura tornam-se irregulares sempre que o ator investe em caretas e gesticulações exageradas para tentar fazer rir, ficando difícil, por exemplo, nos importarmos com os infortúnios pelo qual o seu personagem passa. Para completar, Gabriel Braga Nunes, como Ricardinho, parecia estar fazendo o Léo, seu personagem na novela Insensato Coração¸ numa versão universitária daquele personagem. E confesso que, se visse o Fagundes ali, iria rir involuntariamente da situação.

     No final das contas, percebi que O Homem do Futuro é um filme razoavelmente interessante para justificarmos algumas horas de nossa atenção. Percebi que, na verdade, ouvir Alinne Moraes surrando: "você vai mudar o mundo", é uma daquelas conversas fiadas que valem a pena ser lembradas, simplesmente porque foi dito por aquela bela atriz.

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