PLANETA DOS MACACOS - A ORIGEM

25/05/2014 19:56

 


     Nota do Site: 3/ 5
     

     Ultimamente, existe em Hollywood uma tendência em produzir filmes que se situem num universo anterior à certas histórias, consagradas por público e crítica através de franquias ou trilogias, não tanto pelo fato de que algo da essência destas historias ficou sem resposta, mas bem mais por causa do potencial econômico que estes projetos sugerem. Temos bons exemplos, como X-Men: Primeira Classe, mas também temos outro que não passam de gafes, como X-Men Origins: Wolverine. Neste caso, Planeta dos Macacos: A Origem, como proposta narrativa, distorce e descarta o final apocalíptico do clássico original, mas aproveita, em seu benefício, toda a tecnologia disponível atualmente para conceber um filme que se salva devido ao seu inegável potencial de diversão.

     A esta altura, já sabemos do que se trata a história original. Neste filme, estamos prestes a testemunhar os fatos que levarão ao estado de coisas que originaram a derrocada humana, em beneficio dos macacos. Aqui, cientistas americanos raptam símios para transformá-los em cobaias, em experimentos que possibilitem a criação de um medicamento para o Alzheimer. Contudo, algo sai errado e o projeto tem que ser abortado, assim como as cobaias. No entanto, o cientista coordenador do projeto, Dr. Will (James Franco), acaba ficando com um filhote que, involuntariamente, nasceu no laboratório e herdou a genética modificada da mãe-cobaia (“Olhos Azuis”, assim como Reston era chamado no filme original).

     Convivendo com Dr. Will e seu pai, Cezar vai aprimorando suas habilidades incomuns até o dia em que, preso num cativeiro, passa a questionar sua própria identidade símia e passa gradualmente a liderar os macacos ali presos, culminando numa fuga (espetacular em seus efeitos visuais), cuja escala de emergência levará aos humanos a terem que lidar com um problema incomum e, de certa forma, patética, já que ter macacos como alvos não condiz muito com a realidade, o que faz os humanos, claro, cometerem erros de avaliação que só piorarão as coisas.

     Mas os macacos só querem fugir para o topo das sequóias. No fundo eles são paz e amor. Percebem a ironia? Quer dizer, no final das contas, o filme nos leva a um embate que não passa de encheção de lingüiça. E aí percebemos que a "origem" mesmo das coisas não foi exposto ou desenvolvido. Mas eis que nós, meros espectadores, subestimamos a capacidade dos espertos roteiristas e não percebemos que a origem de tudo foi plantada na cena em que determinado personagem é exposto a um vírus letal, que não mata macacos, obviamente. E aí, os sagazes letreiros mostram a partir de pontos luminosos, o trajeto de contaminação que o vírus fez. Eu, particularmente, já tinha adivinhado isso quando vi o piloto expelir sangue no saguão do aeroporto, mas... Quanto mais explicado, melhor!

     E aí, a antológica cena em que o astronauta Taylor percebe que o ocaso da humanidade deveu-se à uma hecatombe nuclear, foi jogada no lixo. Talvez algum executivo que ache essa idéia meio datada demais e a idéia do vírus soe mais moderna. Seria melhor se tivessem mantido a idéia original, ao invés de adotarem uma resolução que parece ter saído do final de Os 12 Macacos. É, eu sei que é engraçado, mas preferiria que a franquia original tivesse sido respeitada.

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